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Notas de Rodapé

Notas de Rodapé

31 de Maio, 2024

O propósito é aquilo que cada um quiser

Sofia

O propósito não se encontra por aí. Está dentro de nós e não é uma coisa transcendente como fazem parecer. O propósito vejo-o como uma intenção, direção. O propósito é aquilo que cada um quiser, a bússula que orienta o caminho, os valores ou as causas que lhe fazem sentido. Pode ser uma coisa tão simples como, todos os dias vou arranjar forma de viver mais (e depois arranjar forma).

                                                                                                                                                                                                                                              Simples assim.

                                                                                                                                                                 

18 de Maio, 2024

O trabalho de backstage

Sofia

Há 8 anos começava um dos projectos mais queridos da minha vida profissional. 

O trabalho atrás do palco. Onde se engendra, arquiteta, dá-se cor, voz, procura-se a narrativa, traçam-se rotas e coloca-se ao serviço o novo produto cultural a circular por este país bonito. O tempo, dedicação, disciplina é enorme mas compensa cada minuto, que bom que é tornar este encontro entre a arte, artista e o espectador possivel.

Hoje agradeço a quem lá atrás insistiu para que fizesse parte deste projeto, a quem todos os anos me espera com o sorriso na voz do outro lado, com a nova proposta. Sem eles não seria possível estar deste lado.

 Assim sendo, como canta Jorge Palma continuarei,

"Enquanto houver estrada pra andar

A gente vai continuar

Enquanto houver estrada pra andar

Enquanto houver ventos e mar

A gente não vai parar "

 

A todos os profissionais do backstage que me estão a ler independentemente da área, o meu profundo respeito e admiração. Seguimos!

09 de Maio, 2024

Claraboia, José Saramago

Sofia

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Ao contrário de outros que li de Saramago este foi um livro leve, corrido e que levou pouco tempo a terminar. 

 

Mas será assim a poesia? Nenhum poeta, como nenhum homem seja ele quem for, é simples e natural. E Pessoa menos, que qualquer outro. Quem tiver sede de humanidade não a irá matar nos versos de Fernando Pessoa: será como se bebesse água salgada. E contudo , que admirável poesia e que fascinação!

 

Trata-se de uma narrativa que retrata a vida comum dos habitantes de um prédio e as suas dinâmicas familiares, não teve uma mas várias histórias, contos que de uma forma ou outra se cruzam, amores, desamores, trabalhos, vizinhança e humor. Confesso que foi um livro que me surpreendeu pela sua leveza e escrita, com pontuação. Gostei muito, fica a saudade de algumas personagens e de algumas histórias que podiam muito bem ser as nossas.

 

03 de Maio, 2024

Bolo Negro, Charmaine Wilkerson

Sofia

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Este era um dos livros que já tinha visto por ai a ser recomendado e decidi ler, gostei da capa, do título.

É uma história bonita e triste de superação de uma mulher que nunca desistiu de procurar a felicidade apesar das adversidades. A história começa com uma gravação deixada aos dois irmãos — Byron e Benny — nos dias após a morte da mãe, Eleanor deixa-lhes um bolo negro e uma mensagem gravada, o ponto de partida para conhecer a verdade sobre Eleanor, Covey o seu nome verdadeiro. Na gravação que os espera, a mãe pede para comerem o bolo “na altura certa”. A partir daí, a narrativa desenvolve-se entre tempos do passado e do presente, entre a história da mãe e a história dos filhos.

 

...Trata-se de encontrares e manteres o teu centro. É assim que se enfrenta uma onda. Então talvez descubras que precisas de praticar mais, ou há uma tempestade a aproximar-se, ou a onda é simplesmente demasiado grande para ti. Podes até decidir que  simplesmente não foste feito para o surf, e isso também não tem mal nenhum. Mas não podes saber qual destas coisas é verdade a não ser  que vás em frente com a cabeça no sítio certo. -Isto era verdade para o surf e para a vida, disse-lhe a mãe.

 

Uma leitura que desperta várias reflexões sobre surf, resiliência, adversidades, identidade cultural, preconceitos, tabus sobre tramas familiares e o papel da comida que norteia um pouco toda a história. Gosto muito de livros em que haja o envolvimento de gastronomia, só este elemento, remete-nos logo para familia boas conversas, conforto, pertença. Gostei muito de saborear este livro através da minha receita de bolo negro acabado de fazer.

 

02 de Maio, 2024

Assim foi Abril ...

Sofia

Mais importante que a chegada foi o caminho.

Assim foi Abril um mês que marchamos juntos na avenida da nossa cidade trauteando e cantando ao som de Grandola Vila Morena, Acordai entre outras.

Assim foi Abril, envolvendo-nos em conversas sobre o antes e depois, partilhando frases, homenageando os nossos capitães e todos os atores intervenientes do grande dia, o dia da Liberdade. 

Assim foi Abril, com a vida a girar, com os tropeços do costume, a colocar à prova a nossa criatividade e os desafios próprios de quem gosta de andar por aí, a tentar ver o lado mais bonito e divertido da vida, driblando o inesperado.

Assim foi também Abril, levando o Teatro aos mais novos por terras do Alentejo.

E assim chegou ao fim Abril, cheio de garra e vontade para viver um novo mês que se avizinha também rico em afetos, em pulsar de corações!